Gestação expressa

bebezinho

Por Arno Duarte

Telefone toca e é um número privado. Estou trabalhando, atucanado, correria, mas atendo.

– “Alou, aqui é do juizado. Vocês ainda têm interesse na adoção”? – pergunta a voz do outro lado.

Pausa, frio na barriga, arrepio, tontura, fico atônito e a vida passa diante dos meus olhos. Segundos parecem horas e lembro que preciso voltar a respirar.

– “Sim, sim, claro. Faz cinco anos que estamos esperando! E agora o que fazemos”? – pergunto num susto.

– “É só aguardar mais um pouquinho, a tarde eu ligo de volta” – responde a voz em tom de suspense.

E a tarde leva anos para chegar, tanto que ligamos de volta para saber mais detalhes. Eu fiquei tão pasmo que não perguntei nada na primeira ligação. Qual a idade? É menino ou menina? Quando podemos pegar ela ou ele? Qual o nome?

– “Falamos na quinta-feira então” – diz com calma a assistente social.

Só ela parece calma, pois nós estamos ansiosos. Serão dois dias a mais esperando. Se horas são anos, dias são eras inteiras!

Na quinta soubemos que era menina, de 1 ano e 2 meses e que em três semanas poderíamos fazer a adaptação, ainda na casa lar, com visitas diárias de uma hora e pouquinho, para nos conhecermos, dar aquele cheiro, pegar no colo e afofar.

Também podemos começar a comprar as “coisinhas” necessárias para receber um bebê em casa. Entenda-se por coisinhas apenas e nada menos do que tudo: fraldas, chupeta, berço, roupas, mamadeira, brinquedos, lenços umedecidos, cadeira do papá, cadeira para o carro, carrinho de passeio, sapatos, arrumar um quarto e mais fraldas. Dava para adicionar à lista um carro maior e uma casa com três quartos e pátio, mas isso terá que esperar.

GESTAÇÃO BIOLÓGICA X GESTAÇÃO ADOTIVA

Os cinco anos que aguardamos na fila da adoção dá pra comparar com o tempo que um casal leva tentando engravidar. Tempo carregado de ansiedade, espera, tentativas, resignação com a espera e finalmente realização!

Já o dia em que me ligaram do juizado é como o dia em que o casal desconfia que engravidou. Aquele quando a menstruação atrasa. A gente quase não acredita, mas dá um pavor misturado com alegria.

O dia em que conversamos com a assistente social é igual ao dia em que o casal faz o teste de gravidez e vai ao médico entender melhor a situação. Agora já era. Virou realidade o sonho!

E finalmente, as três semanas comprando coisinhas para receber o bebê são os nove meses de gestação, tempo que o casal que tem um filho biológico tem para se preparar.

Nós tivemos só três semanas! Adicione nesse caldeirão todas as questões emocionais envolvidas, preparação psicológica do pai, da mãe, do irmão mais velho, dos avós e até do cachorro. Sim, pois é uma mudança de impacto na vida de todos e que precisa ser processada rapidamente!

E tem o dia em que a bebê vem para casa de vez. Assim como uma recém-saída da maternidade, esta vem da casa lar. A mudança também acontece para ela, que precisa se sentir acolhida no novo ambiente. Como o bebê que troca o quentinho da placenta e deixa de ouvir os batimentos do coração da mãe, nossa bebê precisa se acostumar com novos cheiros, novos sabores, um novo espaço pra se movimentar e começar a expandir seu corpo e sua alma.

A partir daí, a vida em família segue sua evolução biológica. Abraços, beijos, carinhos, brincadeiras, choros, birras, manhas. Tudo regado com o amor de pais muito apaixonados, agora multiplicando tudo por dois: Cadu e Vitória <3.

ARNO DUARTE, além de papai presente, é coach e consultor organizacional na Favoo Desenvolvimento Humano e empreendedor de negócios sociais. Adora o que faz, mas não deixa de se aventurar em peças de teatro, videoclipes, música, fotografia, meditação ou em qualquer coisa que estimule expressão e criatividade. Acredita que o sentido da vida é amar e se divide entre projetos pessoais e profissionais buscando a felicidade autêntica nas 30 horas do seu dia.

Quem são os pais dos filhos da sociedade?

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/// Uma reflexão sobre o papel social de pessoas e organizações em relação às crianças e adolescentes. \\\

Por Arno Duarte

Eu fico impressionado com as histórias de super-heróis, pois todos têm problemas de alguma ordem com os pais: Batman: teve os pais assassinados; Flash: teve a mãe assassinada e o pai preso; Homem Aranha: pais morreram num acidente de avião; Mulher Maravilha: não conheceu o pai; Super Homem: os pais morreram na explosão de um planeta.

Interessante é que todos foram acolhidos por pessoas que transmitiram valores e os ajudaram a se tornarem referências positivas para seus mundos: Mordomo Alfred; Detetive Joe West; Tia May; Comunidade das Amazonas; Martha e Jonathan Kent.

Mas as histórias de alguns super-heróis nem sempre são como nos quadrinhos.

Existem caras como o João, que pode ser um personagem fictício, ou também poderia ser real. Ele está com 18 anos, se reveza a dormir na casa de amigos, pois recém deixou a instituição de acolhimento onde morou desde os sete anos.

Ele já foi um bebê fofinho, mas quando chegou ao abrigo já havia passado da idade preferida pelos pretendentes à adoção, e lá ficou mais de dez anos.

Assim como os outros super-heróis, ele não teve os pais biológicos presentes. Não sabe o que aconteceu. Lembra apenas de passar por várias casas e de nunca entender o que era o vazio que sentia por dentro.

Um vazio que foi preenchido por sentimentos confusos, amizades duvidosas, por aventuras em busca de dinheiro rápido e fugas da realidade. Era como conseguia suportar o abandono e a ausência de sentido na vida. Era como conseguia sobreviver um dia de cada vez.

E pelo caminho ele encontrou a Clara e o Carlos, empresários, que também poderiam ser executivos bem-sucedidos de alguma empresa, ou apenas um casal de namorados que estavam cuidando das suas próprias vidas.

O João abordou eles em uma sinaleira, bateu no vidro, assustando o casal dentro do carro. O João só precisava de um dinheiro para passar a semana, ajuda para comprar alguma comida.

Nos pensamentos de Clara e Carlos, além de passarem suas vidas inteiras num milésimo de segundo, eles se perguntam: “de onde saiu este cara?”

Pois este cara e outros tantos vem de uma situação de abandono, não apenas dos pais biológicos, mas da sociedade em geral.

Qual a nossa responsabilidade enquanto sociedade em relação as crianças e jovens que vivem em casas de acolhimento ou que cumprem medidas socioeducativas?

Quando nós, sociedade, delegamos a responsabilidade para o poder público e ONGs cuidarem de crianças e jovens em situação de abandono ou que cometeram delitos, somos como aquele pai que paga a pensão em dia, mas desconsidera que o que mais importa no desenvolvimento dos filhos é a transmissão de valores.

Assim como pais que trabalham demais e delegam a criação dos filhos para uma babá, estamos fazendo o mesmo com as crianças das casas de acolhimento. Seguimos nossas vidas trabalhando bastante e deixamos para o poder público dar casa e comida, e esquecemos que amor e carinho não se compra com trabalho.

Crianças e jovens que vivem no sistema de acolhimento institucional ou socioeducativo não precisam só do dinheiro dos nossos impostos. Elas também precisam saber que a vida delas é importante, para só assim darem valor às vidas delas e as dos outros.

Lembra que de alguma forma eles já foram abandonados ou maltratados. Por algum motivo eles acham que não foram importantes para alguém, e isso causa uma dor sem comparação, coisa que talvez a gente não consiga perceber.

E quando deixamos de nos envolver emocionalmente com este mundo, estamos semeando também um futuro em que a emoção não é um valor. O dinheiro é o valor que transmitimos. É esse o valor que queremos transmitir?

Além de desigualdade social, estamos gerando desigualdade emocional.

Muitos falam sobre como vamos mudar o mundo, no futuro, e como seria se pudéssemos voltar no tempo para mudar a história do João?

Numa linha do tempo alternativa o João completou 18 anos. Ele foi abandonado aos sete anos, mas neste novo futuro, poder público, ONGs, pessoas físicas e pessoas jurídicas estão engajadas e se apoiam mutuamente para ser a diferença na vida de criança como o João.

A principal evolução, nessa nova linha do tempo, está na compreensão do papel social que cada um tem na construção de um futuro acolhedor para todos.

Pessoas físicas e pessoas jurídicas entenderam que precisavam ter um papel social mais ativo. Papel social é o envolvimento das pessoas com as pessoas. É o envolvimento emocional, a transmissão de valores.

As doações seguem sendo importantes para manter as instituições de acolhimento e de formação socioeducativa, mas o envolvimento humano precisou evoluir.

E nesse novo futuro o João foi muitas vezes acolhido e ouvido por funcionários de empresas que os liberavam algumas horas por semana para a prática de trabalho voluntário nas instituições.

Depois de algum tempo o João entrou em um programa de apadrinhamento afetivo, onde conheceu padrinhos muito legais que o aconselharam em diversos momentos de sua vida.

O João também foi adotado por uma família muito simples, mas que tinha muito amor para oferecer, mesmo para uma criança mais “velha”, que já não era um bebê.

Aos poucos João foi se aproximando do mundo do trabalho, participou de um programa de aprendizagem, fortemente apoiado por empresas, e o melhor: recebeu orientação de profissionais destas empresas sobre as profissões e como poderia construir um futuro brilhante. A aprendizagem para estas empresas era muito mais do que cumprir a cota exigida pela lei.

Por fim, foi contratado pela empresa da Clara e do Carlos, que como empresários que entendem seu papel social, tem um programa de contratação e desenvolvimento de jovens SEM EXPERIÊNCIA vindos da aprendizagem.

A Clara e o Carlos sabem que estão contribuindo para a construção de um futuro melhor, não só para os jovens, mas para eles mesmos! A Clara e o Carlos também ajudaram a mudar os seus próprios futuros.

E a pergunta que eu quero deixar com toda essa história é: qual o teu papel social em relação aos filhos da sociedade?

O tempo para as mudanças é hoje. O futuro será consequência.

NÓS SOMOS OS SUPER HERÓIS QUE PODEM MUDAR O MUNDO AGORA. Temos muitos poderes de transformação, basta colocar eles em prática pensando no futuro que queremos.

(Texto de Arno Duarte, da talk no evento “Como Podemos Mudar o Mundo Juntos”, em 04/10/2017)

ARNO DUARTE, além de papai presente, é coach e consultor organizacional na Favoo Desenvolvimento Humano e empreendedor de negócios sociais. Adora o que faz, mas não deixa de se aventurar em peças de teatro, videoclipes, música, fotografia, meditação ou em qualquer coisa que estimule expressão e criatividade. Acredita que o sentido da vida é amar e se divide entre projetos pessoais e profissionais buscando a felicidade autêntica nas 30 horas do seu dia.

#CPMMJ #papaipresente #paipresente #adoção #adoçãotardia #adocaotardia #adocao

O outro

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Por Arno Duarte

Confesso, muita coisa aconteceu dentro de mim nos meus primeiros meses de paternidade adotiva. Por instinto, posso dizer, me tornei protetor e cuidador de uma pessoinha que passou a ser parte de mim. Somos um, somos nós, é mais vida na minha vida. E nisso também surgiram sentimentos dos quais eu não me orgulho muito.

A expressão “pai é quem cria”, você já deve ter ouvido, implica na existência de um outro pai, seja ele conhecido ou não – e isso é irrelevante, mas na minha cabeça havia sim um fantasma presente.

Eu sentia ciúmes de uma figura inexistente: “pô, eu estou criando ele, eu sou o pai”. Alimentei uma competição interna com o fantasma que só eu via, e ao invés de curar o sentimento, comecei a criar questionamentos em função de crenças que precisei revisitar.

Não quero ser o pai que cria, quero ser “o” pai.

Quem é o outro? Ele ou eu? Preciso ser melhor ou ser apenas eu? Quem eu quero ser? Tantas perguntas, nenhuma certeza. Uma dualidade invadia meus pensamentos constantemente.

Sorte que o tempo e a experiência me ajudaram compreender que eu nunca poderei ser o único pai do meu filho, e que isso também não significa que eu sou o outro.

Percebo hoje o quanto sou babão, repetindo para todo mundo “meu filho isso, meu filho aquilo”, orgulhoso, chato por vezes, fazendo de tudo pra estar sempre presente. Desculpe! É que me sinto completo e inspirado por aquele pequeno ser que me fornece pitadas de carinho diariamente. É impossível ser mais pai do que isso.

Não preciso competir com ninguém, seja de carne e osso, uma imagem, lembrança ou um ectoplasma.

Passei a valorizar mais a expressão “pai é quem ama”, pois, criar sem amor não acolhe nenhum sentido à paternidade.

E amar é fazer de tudo pra estar sempre presente, abraçar, dar bronca, brincar, estudar o tema junto, botar pra dormir, ouvir as pequenas histórias de descobertas e acompanhar o crescimento dele.

Tudo o que eu faço é tentar ser a melhor referência possível de pai, sendo apenas eu mesmo, independente de biologia ou carteira de identidade. A certidão definitiva de paternidade está registrada no cartório do coração, com carimbos de lembranças muito amorosas.

ARNO DUARTE, além de papai presente, é coach e consultor organizacional na Favoo Desenvolvimento Humano e empreendedor de negócios sociais. Adora o que faz, mas não deixa de se aventurar em peças de teatro, videoclipes, música, fotografia, meditação ou em qualquer coisa que estimule expressão e criatividade. Acredita que o sentido da vida é amar e se divide entre projetos pessoais e profissionais buscando a felicidade autêntica nas 30 horas do seu dia.

Não aceitamos devoluções

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Por Arno Duarte

Você não devolve um pai, ou uma mãe, mesmo que não goste do jeito que eles te educam, ou que não aguente o mau (ou bom) humor deles pela manhã, ou não suporte o stress que sempre descontam em ti ao chegarem em casa cansados do trabalho.

Você não devolve um irmão, mesmo que ele seja chato, que pegue seus brinquedos sem pedir ou que use tuas roupas mais legais e devolva sem lavar.

A gente aprende com essas situações. Aprende a ser mais tolerante, aprende a conversar, aprende a ouvir, aprende a se posicionar, aprende a dar um tempo, aprende a fazer as pazes, e na soma disso tudo, ao caminhar de uma vida inteira, a gente aprende a amar o outro do jeito que ele é.

Família é família, não tem boa nem ruim, não tem ninguém certo nem ninguém errado, somos apenas família. Somos tão e somente pessoas que foram colocadas juntas neste mundo, conectadas por algo maior, destinadas a aprender umas com as outras.

Quando se adota um filho, pequeno ou grande, bebê ou adolescente, os aprendizados de vida são semelhantes, afinal, ele fará parte da família, e as mesmas transformações se aplicam a este novo integrante. Por mais que ele não tenha o mesmo tipo sanguíneo ou DNA, começará a partilhar do convívio de pessoas que serão o seu porto seguro e referência daquele momento em diante.

Adotar é dar à luz também.

Não se devolve um filho porque ele riscou a parede, porque ele fez birra no supermercado ou porque ele chora demais durante a madrugada.

Quem adota é pai e mãe pra vida toda, na saúde e na doença, na alegria e na tristeza. Quem adota tem a oportunidade de descobrir com seu filho quais são os aprendizados que precisa pra sua própria vida.

Provavelmente o que não sabemos como lidar é justamente o que precisamos desenvolver para nos tornarmos seres humanos melhores.

Assim como pais biológicos aprendem a entender o que um choro quer dizer, aprendem a ensinar os filhos, aprendem a ter paciência, aprendem a serem pais, o mesmo acontece quando nasce um filho adotivo. A gente aprende a ser pai e mãe de um jeito especial, diferente, mas profundo, conectado pela alma.

Como pai adotivo eu não sei dizer o que funciona e o que não funciona pra criar um filho. Meus pais provavelmente não sabiam também, mesmo eu sendo da barriga deles.

Não tem manual pra filho biológico, nem pra filho adotivo, afinal, todos os filhos são complexos, todos somos filhos complexos. O maior aprendizado pra quem gera uma vida é saber deixar o amor fluir.

ARNO DUARTE, além de papai adotivo, é coach e consultor organizacional na Favoo Desenvolvimento Humano e mobilizador do movimento Geração Mais Amor. Adora o que faz, mas não deixa de se aventurar em peças de teatro, videoclipes, música, fotografia, meditação ou em qualquer coisa que estimule expressão e criatividade. Acredita que o sentido da vida é amar e se divide entre projetos pessoais e profissionais buscando a felicidade autêntica nas 30 horas do seu dia.

Sobre adotar: carta ao Papai Pop

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Por Arno Duarte

Marcos Piangers, nem todo o pai adotivo adota porque sofreu por não engravidar. Nem todo pai adotivo adota por ser um plano B para ter um filho. Nem todo pai que adota, ama porque foi sofrido ou difícil demais. Nem todos adotam porque a inseminação não coube no orçamento.

Pela lógica apresentada, você nunca adotaria (ou precisaria adotar) uma criança, pois já adotou os teus filhos biológicos. A coisa não é tão prática assim.

Também adotamos porque sentimos um chamado do universo, da natureza. Ouvimos um eco no coração e temos certeza de que o fruto do nosso amor está em algum abrigo por aí pensando na gente, sonhando em como será lindo o dia em que nos reencontraremos. Meu filho só nasceu na casa errada e precisei correr para encontrá-lo.

Eu não rezei por um milagre. Eu fui atrás.

Como pai que eu queria ser, tive que gerar meu filho entre certidões de bons antecedentes, comprovantes de residência, contracheques, entrevistas com assistentes sociais, provar que eu sou uma boa pessoa, e esperar bastante, uma gestação que durou muito mais do que nove meses.

Adotar pode ser apenas e simplesmente a escolha de alguns. Não é só a consequência de uma frustração biológica, mas sim o resultado da evolução do amor.

Mas eu sofro sim. Sofro por saber que existem tantas crianças e adolescentes talentosos e com futuros brilhantes por aí, aguardando pais que os vejam como primeira opção! Pais que queiram adotar também os maiores de três anos, os pretos, os deficientes, os que tem alguma doença, os indígenas. Pais que queiram sentir verdadeiramente o amor.

Adotar é trabalhoso e emocionante. Meu sonho para um melhor mundo é que mais pessoas se contagiem no espírito da adoção, casais com filhos, solteiros, casais sem filhos, jovens, idosos, pessoas que enxergam o futuro.

Adoção não é remendo. Adotar é para todos. Nossa obra prima é o amor.

(Resposta ao texto de Marcos Piangers, publicado em 21 de junho de 2016)

ARNO DUARTE, além de papai adotivo, é coach e consultor organizacional na Favoo Desenvolvimento Humano e mobilizador do movimento Geração Mais Amor. Adora o que faz, mas não deixa de se aventurar em peças de teatro, videoclipes, música, fotografia, meditação ou em qualquer coisa que estimule expressão e criatividade. Acredita que o sentido da vida é amar e se divide entre projetos pessoais e profissionais buscando a felicidade autêntica nas 30 horas do seu dia.