Quando as flores não chegam

Nosso #tbt de grávidos, ainda em 2014, aguardando na fila da adoção, mas já pensando em como seria ser pai e mãe. Pai e mãe que geraram filhos no coração, o que parece não gerar a mesma mobilização nas pessoas como quando nasce um filho da barriga.

É fato: quando um filho adotivo nasce, não chegam flores, ninguém traz roupinhas, não tem visitas pra ver a nova mamãe, nem gente se oferecendo pra pegar a criança no colo, ninguém pergunta se existe depressão pós-adoção. É um pouco cruel com os novos pais essa falta de empatia, como se o adotivo, que já está pelo mundo, não fosse mais novidade, ou como se o casal estivesse fazendo algo trivial.
Com filhos adotivos também nascem pais que precisam de suporte afetivo. Com esses pais nascem crianças que talvez pela primeira vez na vida sejam filhos de alguém, e que podem precisar do carinho de amigos e família mais do que quem chega pelas vias convencionais da vida.
Este pode ser só um desabafo com um pouco de falta, sim, mas também é a vontade de pedir para quem ler este texto até aqui, que consiga fazer um movimento diferente na próxima vez que um amigo ou amiga disser que se tornou pai ou mãe de uma criança adotada.
#papaipresente
PS: isto não é uma generalização, existem pessoas empáticas que trouxeram roupinhas 🙂